PM é flagrado agredindo mulher durante abordagem em Feira de Santana; caso será apurado pela corporação
Imagens registradas por moradores mostram policial militar dando tapa no rosto da vítima durante ação no Conjunto Aviário.
Na noite desta terça-feira (15), um policial militar foi flagrado agredindo uma mulher durante uma abordagem no Conjunto Aviário, em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. A cena foi registrada em vídeo por vizinhos e rapidamente se espalhou pelas redes sociais, gerando indignação e pedidos de apuração imediata.
Nas imagens, é possível ver a mulher discutindo com os policiais, em frente a uma residência. Um dos agentes grita com ela:
“Presta atenção! Cala a boca e me escuta que eu estou falando com você!”
Logo em seguida, um segundo policial se aproxima e desfere um tapa violento no rosto da vítima, que é surpreendida pela agressão. O impacto foi tão forte que o som ecoa claramente na gravação, chocando quem assistia à cena.
A Polícia Militar da Bahia (PM-BA) confirmou o caso por meio de nota enviada à imprensa.
“Ao tomar conhecimento das imagens que circulam nas redes sociais, a PM identificou o policial e instaurou um processo administrativo para apuração rigorosa dos fatos”, informou a corporação.
A nota, no entanto, não especifica se o policial agressor foi afastado de suas funções durante o andamento da investigação.
Abordagem teria iniciado após fuga de suspeito
De acordo com informações preliminares fornecidas pela PM, a ocorrência teve início quando um homem a bordo de uma motocicleta fugiu ao avistar uma viatura policial. Ele teria abandonado o veículo e se refugiado dentro de um conjunto residencial, o que motivou a presença dos agentes na localidade.
Ainda não há detalhes sobre a identidade da mulher agredida ou se ela possui qualquer ligação com o suspeito que fugiu.
Organizações de direitos humanos e coletivos de mulheres já se manifestaram exigindo medidas imediatas de responsabilização e respeito aos direitos civis durante abordagens policiais.
O caso segue sendo investigado pela corregedoria da PM-BA e poderá ser encaminhado ao Ministério Público da Bahia, caso sejam identificadas práticas de abuso de autoridade ou violência de gênero.

























































