A Bahia aparece em posição preocupante no ranking nacional de rendimentos em 2026. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado tem o segundo pior salário médio do país.
Segundo os dados referentes a 2025, os trabalhadores baianos recebem, em média, R$ 2.284 por mês. O estado fica à frente apenas do Maranhão, onde a média salarial é de R$ 2.228 mensais.
Apesar da colocação negativa, o resultado representa uma melhora em relação à edição anterior da pesquisa, realizada entre 2024 e 2025. Naquele período, a Bahia ocupava a terceira pior posição, ficando atrás do Maranhão e do Ceará, que atualmente apresenta média salarial de R$ 2.394.
Crescimento no número de trabalhadores
Os dados da PNAD Contínua também mostram mudanças no mercado de trabalho baiano. Mesmo com o salário médio entre os mais baixos do país, houve crescimento no número de ocupados em 7 das 10 atividades econômicas analisadas.
As áreas que mais registraram aumento em números absolutos foram comunicação e administração pública, com acréscimo de mais de 89 mil e 85 mil trabalhadores, respectivamente.
No entanto, o maior crescimento percentual foi observado nos segmentos de outros serviços e na informalidade. Segundo o IBGE, a cada dez trabalhadores na Bahia, cerca de oito atuam sem carteira assinada ou sem registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), o que evidencia um cenário de precarização e instabilidade no mercado de trabalho.
O levantamento reforça o desafio do estado em elevar a renda média da população, ao mesmo tempo em que amplia oportunidades formais de emprego e melhora as condições de trabalho.


















































