Artista de Itatim participa de exposição coletiva no MAC de Feira de Santana
O Museu de Arte Contemporânea Raimundo de Oliveira (MAC), em Feira de Santana (BA), será palco de uma importante mostra coletiva a partir da próxima quarta-feira, 09 de julho de 2025, às 14h. Intitulada Travessia, a exposição reúne mais de 30 obras produzidas por jovens artistas em formação na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), incluindo o artista visual Alison Souza, natural de Itatim, que atualmente reside em Cachoeira-BA.
Com curadoria de Gaspar Medrado, também estudante da UFRB, a exposição ocupa três salas do MAC — a sala principal, a sala Eurico Alves e a sala César Romero — com um repertório diversificado que inclui fotografias, instalações, gravuras, pinturas e desenhos. As obras foram organizadas em torno de eixos temáticos como lugar, origem, memória, corpo e fronteiras simbólicas que atravessam a experiência contemporânea.
Arte como território e memória
Alison Souza, um dos destaques da mostra, tem desenvolvido sua produção artística a partir das vivências e memórias afetivas de sua infância na comunidade rural de Ponta Aguda, em Itatim. Com a pintura como linguagem central de seu trabalho, ele também explora outros meios como a escultura e a fotografia para investigar e representar elementos do cotidiano rural e as dinâmicas territoriais do seu lugar de origem.
Além da atuação artística, Alison integra o grupo permanente de pesquisa do Instituto Práticas Desobedientes e o PEPA (Pesquisa e Extensão em Processos Artísticos), iniciativas que dialogam com as múltiplas linguagens da arte e os contextos sociais em que estão inseridas.
Travessia: mais que um deslocamento físico
Mais do que abordar deslocamentos geográficos, Travessia convida o público a refletir sobre os entrelugares — físicos, culturais e simbólicos — que moldam a existência no mundo contemporâneo. A curadoria propõe uma investigação sensível sobre o ato de transitar, pertencendo e resistindo entre territórios, tempos e subjetividades.
Em forte diálogo com o Recôncavo Baiano — região banhada pelo rio Paraguaçu e marcada por heranças africanas, resistência cultural e movimentos históricos — os artistas apresentam obras que emergem de experiências pessoais, acadêmicas e territoriais. A exposição é, assim, um exercício de memória, pertencimento e crítica, com a arte funcionando como linguagem e instrumento de experimentação social.
Realização e apoio
A realização é do Atelier Amarelo, com apoio da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer de Feira de Santana. Travessia promete oferecer aos visitantes uma experiência estética e reflexiva que valoriza a produção jovem, periférica e acadêmica, ressignificando o papel da arte contemporânea como ponte entre vivência e expressão, origem e destino.
A exposição ficará aberta ao público no MAC e é uma excelente oportunidade para conhecer de perto a nova geração de artistas baianos, cujas obras dialogam diretamente com as complexidades do nosso tempo e território.

























































