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Com 11,1 milhões de eleitores, Bahia deve repetir polarização de 2022

Em outubro, os 11,1 milhões de eleitores baianos devem voltar às urnas para escolher o governador do estado. A disputa caminha para repetir a polarização de 2022 entre o atual governador Jerônimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).


Na última eleição, os dois candidatos alternaram a liderança nas maiores cidades da Bahia, evidenciando um cenário dividido entre os grandes centros urbanos e o interior do estado.

Equilíbrio no primeiro turno

Nos cinco maiores colégios eleitorais — Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista, Camaçari e Juazeiro — houve divisão de preferências no primeiro turno.

ACM Neto venceu em Salvador (52,79%), Feira de Santana (42,87%), Vitória da Conquista (46,89%) e Camaçari (50,25%). Já Jerônimo foi o mais votado em Juazeiro (45,65%).

No recorte dos dez maiores colégios eleitorais, que também inclui Lauro de Freitas, Itabuna, Ilhéus, Porto Seguro e Barreiras, a disputa foi equilibrada: Neto venceu em seis cidades, enquanto Jerônimo saiu à frente em quatro.


Considerando as 20 maiores cidades baianas, o primeiro turno mostrou um mapa eleitoral dividido, com vitórias alternadas entre governo e oposição.

Segundo turno: oposição avança nas grandes cidades

No segundo turno — o primeiro realizado na Bahia desde 1994 — ACM Neto ampliou sua presença nos grandes colégios eleitorais e venceu em 17 das 20 maiores cidades do estado, incluindo Salvador (64,51%), Feira de Santana (58,95%) e Vitória da Conquista (59,05%).

Jerônimo venceu em apenas três municípios entre os maiores: Jequié (51,41%), Paulo Afonso (63,23%) e Guanambi (58,84%).


Interior garantiu a vitória estadual

Apesar do desempenho de ACM Neto nas grandes cidades no segundo turno, Jerônimo Rodrigues conquistou a vitória estadual com 4.480.464 votos. Ele venceu em 364 dos 417 municípios baianos, enquanto ACM Neto obteve maioria em 53 cidades.

O resultado reforçou o peso do interior baiano na definição do pleito. Para outubro, a tendência é que os maiores colégios eleitorais sigam como vitrine da disputa, mas, novamente, o conjunto dos municípios deve ser determinante para o desfecho da eleição.

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