Caravana de Direitos Humanos realiza mais de 1800 atendimentos em Santa Teresinha
A cidade de Santa Teresinha, no território do Piemonte do Paraguaçu, recebeu na quinta e sexta-feira (9 e 10) a Caravana de Direitos Humanos, uma iniciativa que promoveu cidadania, inclusão e acesso a serviços essenciais para a população. Realizada na Praça Ápio Medrado, a ação contabilizou 1.838 atendimentos em apenas dois dias, evidenciando a forte adesão da comunidade.
Um dos principais destaques foi a participação expressiva das comunidades quilombolas da região, incluindo representantes de Entre Morro, em Itatim, e Campo Grande, em Santa Teresinha. A presença dessas comunidades reforçou a importância da iniciativa na ampliação do acesso a direitos historicamente mais difíceis de alcançar.

Segundo a coordenadora de mobilização da Caravana, Janaina Neri, a oferta de diversos serviços em um único espaço foi fundamental para o sucesso da ação. “Essa diversidade facilitou o acesso da população, especialmente das comunidades quilombolas, que puderam resolver várias demandas no mesmo local, desde a emissão do novo RG até orientações jurídicas e renegociação de dívidas”, destacou.
A Caravana contou ainda com a presença de Raimundo Nascimento, além de autoridades municipais e lideranças comunitárias.
Serviços e oportunidades em um só lugar
Durante os dois dias, a população teve acesso a uma ampla gama de serviços, como:
- Emissão de RG e certidão de nascimento
- Cadastro da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA)
- Passe livre intermunicipal digital
- Retificação de nome e gênero
- Vacinação e testes rápidos
- Atendimento ao consumidor pelo Procon-BA
- Serviços da Embasa
- Intermediação de mão de obra e acesso a crédito para empreendedores negros
Para muitos, a ação representou uma oportunidade única de resolver pendências acumuladas. É o caso de Cosme Souza, morador de Itatim: “Fui em busca de um serviço e acabei resolvendo seis. Consegui fazer tudo em um único dia”, relatou.
A liderança quilombola Maria Aparecida Galvão também ressaltou o impacto positivo da iniciativa: “Depois desses dois dias, a visão da comunidade quilombola vai ser outra. Foi muito gratificante”.
Educação e cultura de direitos humanos
Além dos atendimentos, a Caravana promoveu atividades formativas voltadas à juventude e aos profissionais da rede de proteção. Oficinas de pintura, contação de histórias e rodas de conversa abordaram temas como letramento racial, direitos das mulheres, população LGBTQIAPN+, bullying, primeiro emprego e uso responsável da internet.
Também houve capacitação para assistentes sociais, psicólogos, conselheiros tutelares, educadores e profissionais da saúde, com foco na prevenção de violações e na promoção de direitos de públicos prioritários.


























































